terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Amizade e Família



















Vivemos num mundo individualista e interesseiro.
Isto é reflexo de relacionamentos tão somente virtuais ou festeiros.
Ou você está na lista de "amigos" virtuais em suas páginas de relacionamento, ou você está fora da popularidade desse novo tipo de "amizade".
O problema de relacionamentos desta espécie é que criamos vínculos nos quais estamos em ótimo grau de interesse, em termos de em amizade, em relação a pessoas que estão lado a lado com nossa faixa de ganho financeiro ou de nossa capacidade de tornar uma roda mais divertida, muitas vezes influenciados pelo álcool.
Chego à conclusão que nos restam os relacionamentos familiares como os únicos verdadeiros e desinteressados. Mesmo nestes observa-se irmãos de famílias numerosas estreitarem seus relacionamentos conforme os níveis de renda. Ou seja, dividem-se, em termos de estreitamento de convívio, famílias de irmãos com mais renda em detrimento de outros de menor poder aquisitivo.
Enfim, quando você estiver em uma fase complicada é que se revelam os verdadeiros amigos.
É nessa hora que desmoronam as amizades fictícias, virtuais, de festa ou interesseiras.
Aí é onde só conta mesmo o sangue.
Os parceiros estarão rindo-se ou, ao menos, não estarão nem aí com sua situação.
A juventude nos traz o individualismo e o afastamento das coisas familiares, o que acabamos retomando quando chegamos à razão.
Pena que, às vezes, é tarde para aproveitarmos os últimos momentos de deleite ao lado de quem realmente nos quer bem e nos lembra, todos os dias, orando pela nossa segurança.
Vaga esta que, mais tarde, teremos que assumir quanto aos nossos.

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